15 filmes melhores que os livros

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A REDE SOCIAL

(David Fincher, 2010 – baseado em “The Accidental Billionaires”, de Ben Mezrich)

A obra de Ben Mezrich sobre a criação do Facebook parece uma versão em livro dos tabloides ingleses: é cheio de fofoca, dados não confirmados e sensacionalismo. Mas o filme de Fincher supera os pontos fracos do escritor, revelando toda a complexidade do Cidadão Kane moderno que pode haver em Mark Zuckerberg.

 

TROPA DE ELITE

(José Padilha, 2007 – baseado em “Elite da Tropa”, de Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel)

Dois ex-policiais e um antropólogo se uniram para escrever sobre o Bope, o esquadrão de elite da PM do Rio de Janeiro, uma tropa aparentemente incorruptível e extremamente violenta. O livro vendeu bem, mas sua adaptação para o cinema voou mais longe. O filme de Padilha criou um dos personagens mais icônicos da cultura nacional recente, o Capitão Nascimento, e ainda faturou o Leão de Ouro no Festival de Berlim.

 

TRAINSPOTTING

(Danny Boyle, 1996 – baseado no livro homônimo de Irvine Welsh)

O filme de Boyle foi o grande trampolim da carreira do escritor Irvine Welsh, que virou cult depois que a história de um grupo de viciados ganhou as telas do planeta. “Eu gosto mesmo do filme. Não só porque me encheu de dinheiro”, afirma o autor em seu site. Tá…

 

FORREST GUMP

(Robert Zemeckis, 1994 – baseado no livro homônimo de Winston Groom)

Você leu Forrest Gump? Nem eu. Nem quase ninguém tinha lido até que Robert Zemeckis decidisse adaptar sua história para um filme vencedor de seis Oscars. Depois da “carona” de Tom Hanks, o livro não parou mais nas prateleiras – e vendeu mais de 1,7 milhão de cópias no mundo todo.

 

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

(Jonathan Demme, 1991 – baseado em “The Silence of the Lambs”, de Thomas Harris)

Ok, o livro também é bom. Segunda obra sobre o psicopata canibal Hannibal Lecter (o primeiro foi Dragão Vermelho), O Silêncio dos Inocentes recebeu elogios dos críticos. Mas não dá para competir com o filme. A produção com Anthony Hopkins é até hoje um dos únicos três filmes da história a ganhar todos os cinco Oscars principais: melhor filme, diretor, ator, atriz e roteiro.

 

BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES

(Ridley Scott, 1982 – baseado em “Do Androids Dream of Electric Sheep?”, de Philip K. Dick)

Apesar de ter vivido sempre com dificuldade para pagar as contas, Philip K. Dick teve vários de seus livros de ficção científica adaptados para o cinema – só que quase todos depois que ele morreu. A única adaptação que ele pôde acompanhar foi a de Blade Runner – que ele aprovou, mas… teve um derrame fulminante antes que o filme fosse lançado. E não aproveitou o tutu advindo daí.

 

TOURO INDOMÁVEL

(Martin Scorsese, 1980 – baseado na biografia “Raging Bull: My Story”, do lutador Jake LaMotta)

Não dava para esperar muito de um livro escrito por um pugilista, o peso-médio conhecido como “o touro do Bronx”. Mas Martin Scorsese, alertado pelo amigo Robert De Niro, viu ali todo o drama de um campeão derrotado pela própria personalidade violenta e paranoica. E criou um dos maiores clássicos dos filmes de boxe.

 

O ILUMINADO

(Stanley Kubrick, 1980 – baseado em “The Shining”, de Stephen King)

Em 1974, Stephen King e sua esposa se hospedaram num hotel quase deserto no Colorado. De hóspedes mesmo, só eles. A experiência insólita lhe deu a ideia para escrever O Iluminado, um trabalho desaconselhado pelo seu editor, que não queria que King ficasse rotulado como autor de um gênero só. Mas o livro foi adiante, virou filme de terror e transformou o personagem de Jack Nicholson numa lenda pop.

 

TUBARÃO

(Steven Spielberg, 1975 – baseado em “Jaws”, de Peter Benchley)

Apesar do sucesso comercial, o livro de Peter Benchley não agradou à crítica, que via problemas na prosa e na caracterização dos personagens. Mas Steven Spielberg gostou, e é isso que importa, certo? Com os direitos de adaptação em mãos, o diretor criou o segundo melhor thriller da história do cinema, segundo o American Film Institute. 

 

LUA DE PAPEL

(Peter Bogdanovich, 1973 – baseado em “Addie Pray”, de Joe David Brown)

Joe David Brown foi um escritor de livros que viraram filmes – não muito bem-sucedidos. Isso até que o diretor Peter Bogdanovich (de O Homem Elefante) resolvesse adaptar o último romance do escritor, Addie Pray, sobre a parceria entre um trambiqueiro e uma menininha durante a Grande Depressão. O filme foi um sucesso, deu um Oscar à pequena Tatum O’Neal, e a editora tratou logo de mudar o nome do livro, adotando o título do filme (Paper Moon, no original).

 

O PODEROSO CHEFÃO

(Francis Ford Coppola, 1972 – baseado em “The Godfather”, de Mario Puzo)

O próprio Mario Puzo admitia: seu livro sobre o clã Corleone não era a melhor coisa que ele já tinha escrito. Só topou falar de máfia porque devia a todo mundo, e a editora acreditava que uma história de gângsteres podia render um dinheirinho. Dinheirão! A encomenda virou best-seller e a Paramount comprou os direitos para adaptação – que se tornou um dos melhores filmes de todos os tempos.  

 

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM

(Mike Nichols, 1967 – baseado em “The Graduate”, de Charles Webb)

Sucesso mundial e que rendeu um Oscar de melhor diretor a Mike Nichols, o filme não foi tão generoso assim com o autor do livro que o inspirou. Charles Webb não ganhou porcentagem da bilheteria milionária da produção e, ao longo da vida, já teve de lavar prato e administrar um campo de nudistas para fazer uns trocados.

 

DR. FANTÁSTICO

(Stanley Kubrick, 1964 – baseado em “Red Alert”, de Peter George)

Longe do humor negro da comédia de Kubrick, o livro que lhe serviu de inspiração tinha um tom bem mais solene. Afinal, falava do risco de qualquer bobagem servir de motivo para o desenlace de uma guerra nuclear. Assunto sério, certo? Mas ficou muito melhor com Peter Sellers fazendo graça sobre o apocalipse no cinema.

 

O SATÂNICO DR. NO

(Terence Young, 1962 – baseado em “Dr. No”, de Ian Fleming)

Ian Fleming inspirou-se no próprio passado no serviço de inteligência da Marinha britânica, durante a 2ª Guerra, para escrever sobre o espião James Bond. Foram, ao todo, 14 livros com as aventuras de 007 – uma série cujo maior mérito sempre esteve nas telas. 

 

PSICOSE

(Alfred Hitchcock, 1960 – baseado em “Psycho”, de Robert Bloch)

Inspirado no psicopata Ed Gein, que costurava a pele de suas vítimas para fazer roupa de mulher e ficar parecido com a própria mãe, o livro de Robert Bloch acabou caindo nas graças do mestre do suspense. Tanto que, para que ninguém adaptasse a obra primeiro, Hitchcock comprou todos os exemplares que haviam nas livrarias. E baseou sua obra-prima do terror na história do atormentado Norman Bates.

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Texto que fiz sob encomenda para o site da revista Superinteressante.

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